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O pesadelo da pobreza voltará

Por Maykon Santos*

Ontem a Câmara dos Deputados aprovou a chamada PEC Emergencial.

A mesma aprovou mais arrocho ao povo dentro de uma ideia de que o estado só pode gastar o que arrecada.

Tal visão econômica tem sido abandonada no mundo, mesmo que nesse momento de pandemia.

Menos no Brasil de Paulo Guedes, Bolsonaro, Lira e companhia.

Basicamente, ano passado não teve Teto dos Gastos e o governo pode investir em Renda Básica e em estrutura mínima para o país enfrentar a pandemia.

Ah, mas aumentou o endividamento? E? Um estado soberano monetariamente como é o Brasil enfrenta isso sem grandes problemas.

Ah, mas os juros subiram? Mentira.

Ah, mas. Ah.

Tudo coisas que hoje só se discute no Brasil, praticamente.

O FMI abandonou tal visão: o FMI.

Um dos criadores do plano real (André Lara Resende) está numa cruzada contra esse dogmatismo.

Mas voltando, apenas a nova rodada de Renda Básica Emergencial estará fora do Teto: R$ 45 bilhões.

Oras, apenas um mês da Renda Básica Emergencial paga em 2020 de R$ 600,00 custava R$ 50 bilhões (com enorme retorno social).

O novo valor, em média R$ 250,00, será pago para menos da metade das pessoas e é insuficiente para frear o aumento da pobreza.

Como também para fazer as pessoa ficarem em casa e controlarmos a pandemia.

Minha geração crescida nos anos 90 não viu a fome como será no Brasil dos próximo anos.

Em 2015 a pobreza, após 20 anos, votou a subir no Brasil.

Em 2021 ela irá disparar!

*Maykon Santos é professor das redes públicas municipais de Cubatão e Santos, historiador, militante do Círculo Palmarino, do PSOL e em defesa da educação pública de qualidade.

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