Editorial

A Força do PSOL na última pesquisa para Presidência

Da Redação

A pesquisa Data Poder divulgada na semana passada sobre a eleições presidenciais indica duas tendências principais. A primeira é que Bolsonaro larga na frente e mantém uma base mais que suficientemente alinhada para colocá-lo no segundo turno em 2022.

A segunda tendência é que a esquerda permanece competitiva eleitoralmente, porém terá que brigar palmo a palmo para estar no segundo turno. Entretanto, a considerar o desempenho de Bolsonaro sugando os votos do campo conservador, unificada, a esquerda dificilmente estará fora.

A novidade da pesquisa está na inclusão do PSOL, em especial Guilherme Boulos. A intenção de votos na casa dos 5% no primeiro turno e o resultado de 34% num suposto segundo turno com Bolsonaro demonstram a viabilidade eleitoral do programa do PSOL. Os mesmos 5% também demonstram que o partido se consolidou como agente político relevante na política nacional, arrebatando parte significativa do eleitorado de esquerda e não petista.

A tempos que o PSOL busca esse espaço de esquerda alternativa relevante eleitoralmente e politicamente. Procura dessa forma ocupar o mesmo espaço político que partidos como o PODEMOS, “França Insubimissa” e Bloco de Esquerda, na Espanha, França e Portugal respectivamente.

Parece que esse é um cenário cada vez mais próximo.
Mas para compreender essa evolução é preciso registrar os acertos políticos do PSOL no último período, em especial na denúncia e resistência do golpe contra a presidenta Dilma Roussef, e a escolha de Guilherme Boulos para a candidatura à presidência da República, numa aliança do partido com os movimentos sociais.

A chegada de Boulos ao segundo turno em São Paulo é consequência do posicionamento político alcançado a partir desses dois movimentos.

Guilherme Boulos (PSOL-SP), diagnosticado com Covid-19, apareceu na sacada de casa para cumprimentar apoiadores e repórteres no segundo turno | Foto: divulgação

Por certo a defesa das justas causas populares e a incorporação das pautas “anti-opressão” legitimaram o partido, o que deve ser incluído também ao rol de acertos.

É certo que apesar dessa condição o PSOL deverá buscar uma unidade ainda no primeiro turno da esquerda para pavimentar o caminho de derrota de Bolsonaro. Entretanto essa não será a única opção.

Caso a frente não se dê ou esta inclua partidos da ordem pouco comprometidos com a plataforma popular, o PSOL terá na figura de Boulos um candidato preparado, já testado nas urnas e com densidade eleitoral para apresentar a população como alternativa para governar o Brasil. 

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