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Esperança, cérebro e braços

Por Elton Rodrigues

O processo eleitoral de 2020 aproxima-se e, com ele, a oportunidade de os partidos de esquerda captarem os votos necessários para aumentar o seu quadro de vereadores/vereadoras e prefeitos/prefeitas. E vejam, essa matemática não é fria, necessariamente.

O estado socioeconômico atual estaria bem mais agudo sem a luta interna, nos espaços políticos. Assim, torna-se necessário pensar nas eleições. Por outro lado, muito do que é feito internamente, pensando na melhoria da qualidade de vida da população, não chega ou não faz eco nas ruas e vielas da cidade, pois há um certo repúdio pela política e pelos políticos – repudio esse justificado, em um primeiro momento – e, também, não podemos esquecer da propaganda massiva anti-esquerda propagada pelos oligopólios de mídia. Então, diante dessas dificuldades, o que fazer?

Ora, inicialmente é essencial pensar, ouvir e planejar: o que eu, como candidato/candidata, quero fazer? Como fazer? Essas propostas são demandas reais da população? Após esses primeiros passos é necessário falar. Falar de forma compreensível. Falar e ouvir. Falar e ouvir em todos os espaços, sejam virtuais, no asfalto, no chão de barro, nos campos. Esse diálogo deve ser, ao mesmo tempo, informativo e afetuoso, que acalente, dê forças e, principalmente, esperança. Não uma esperança vazia, como se algo de bom fosse ocorrer de forma milagrosa. Não. A esperança deve ser aquela que a pessoa tenha a certeza de que o impossível de hoje pode se transformar no possível de amanhã. E como o impossível se transforma em possível? Através da luta.

Então, a população sendo ouvida e participando ativamente dentro dos partidos e/ou movimentos sociais, conseguirá ver claramente as falsidades que partem daqueles que fazem de tudo para manter a desigualdade social.

E nessa junção de afeto e esperança que sustenta os que lutam; somados com o diálogo que informa e o planejamento que torna a ação mais acertada, com, finalmente, os braços unidos por uma transformação real da vida da população é que deixaremos as dificuldades de hoje no passado.

Percebam, enfim, que as eleições são momentos importantes nas etapas que tratamos, mas esses momentos não devem ser pensados como fim e, sim, como uma das etapas possíveis para alcançarmos a tão sonhada justiça social.

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