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Vanguarda antifascista e antirracista cria uma barreira contra Bolsonaro

Da Redação

Os atos antifascistas, antirracistas e por mais democracia foram vitoriosos nas ruas e nas redes neste domingo (7/6). Essa data será lembrada, quando se fizer a linha do tempo dos movimentos que levaram à queda do governo Bolsonaro, assim como o primeiro comício das Diretas Já, em 1983, marcou o início do fim da ditadura militar.

Em São Paulo, Guilherme Boulos, do PSOL, do MTST e da Frente Povo Sem Medo discursou no ato: “Ninguém queria estar na rua agora. Todo mundo queria estar em casa se protegendo da Covid-19. O problema é que se criou uma escalada fascista no Brasil. Por isso, essas manifestações têm que acontecer”.

No Rio de Janeiro e mais outras 18 capitais, milhares de pessoas saíram às ruas nesse domingo, com as mesmas bandeiras – contra o fascismo, o racismo e contra o governo Bolsonaro.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro acusou o baque, ao dizer que as manifestações contra seu governo são “o grande problema do momento”. Mas para todo o restante do país, o grande problema é a pandemia, que já matou mais de 38 mil brasileiros.

Com os atos de domingo, a esquerda saiu do imobilismo e quebrou as manifestações bolsonaristas, criando uma barreira e tentando assim, evitar que a já deficiente democracia brasileira morra asfixiada como George Floyd.

Em algumas capitais e cidades como Belém e São Carlos a repressão impediu a realização dos atos, sinalizando até que ponto as liberdades democráticas já estão sendo destruídas.

Os atos fortaleceram a linha de que o Fora Bolsonaro deve ser a bandeira mínima para a construção de uma ampla unidade de ação.

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