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Qual o momento melhor para a luta? Quando Bolsonaro permitir?

Da Redação

Promover a desmobilização de quem quer lutar é o pior papel que um democrata pode cumprir.

Qual o momento melhor para a luta? Quando Bolsonaro permitir?

A forma de neutralizar os provocadores e infiltrados – que sempre existiram em qualquer manifestação e em qualquer tempo – não é ajudando a esvaziá-la, mas, pelo contrário, estimulando para que tenha a maior expressão de massas possível, para que os provocadores sejam neutralizados pelo contraste.

Quem quiser apenas fazer abaixo-assinado, nota de repúdio, que fiquem com suas almas lavadas no conforto da omissão, compensada por uma assinatura num texto moderado, cuidadoso para não incomodar os que pensam ser mais poderosos do que o povo que luta.

Temos grandes preocupação com a ascensão do fascismo bolsonarista e não consideramos as liberdades democráticas simples formalidades. Além do mais, estamos em meio a uma pandemia.

O que precisamos é um enorme esforço para manter o distanciamento e as precauções sanitárias. Em São Paulo, a Frente Povo Sem Medo organizou uma brigada de saúde para isso com centenas de voluntários. O MTST vai distribuir 4 mil máscaras na Avenida Paulista, feitas pelas cooperativas de costureiras do Movimento.

A orientação da organização do ato será uma manifestação pacífica e de inibir infiltrados. Claro que sempre há um risco. Devemos fazer de tudo para minimizá-lo.

Guilherme Boulos colocou em nota: “Mas, convenhamos, o outro lado não precisa de pretextos nossos para endurecer. Se ficarmos parados tampouco temos qualquer garantia. Eles sempre produziram os próprios pretextos.

Lembremos do Rio Centro, em 1981, quando oficiais do Exército contra a democratização iriam explodir bombas no festival do Dia do Trabalhador para culpar a esquerda. Não funcionou por imperícia. Ou do plano de explodir o gasômetro de São Cristovão, em 1968, em nome dos comunistas, só evitado pela denúncia de um oficial da Aeronáutica. É a velha tática que os nazistas inauguraram no incêndio do Reichstag.

Bolsonaro avança na escalada autoritária. Sei dos riscos, mas não creio que se deixarmos as ruas para eles estaremos impedindo essa marcha. Por isso, o MTST e o Povo Sem Medo estarão nas ruas no domingo. E eu também estarei lá.”

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