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A vida de George Floyd importava

Da Redação

O assassinato de George Floyd em Minnesota, nos Estados Unidos, causou uma onda de revoltas e reações depois da divulgação do vídeo que mostra um policial branco ajoelhado no pescoço dele. Nas imagens, que se espalhou na segunda-feira (25), George Floyd, negro, reclama e diz repetidamente: “Não consigo respirar”.

Pouco depois, ele parece não se mexer, antes de ser colocado em uma maca e transferido para uma ambulância. A polícia local disse em comunicado que Floyd morreu “após um incidente médico durante uma interação policial”. Além disso, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, disse no Twitter na segunda-feira que “quatro policiais do MPD envolvidos na morte de George Floyd foram demitidos”. O episódio lembra o que aconteceu com Eric Garner, um negro que morreu ao ser preso em 2014 em Nova York. O FBI juntou-se à investigação dos eventos, informou o Departamento de Polícia de Minneapolis (MPD, na sigla em inglês) em comunicado na terça-feira.

Milhares de manifestantes entraram em choque com a polícia e atearam fogo a uma loja na noite de quarta (27), durante o segundo dia de protestos na cidade americana de Minneapolis devido ao assassinato de George Floyd. Manifestantes se reuniram no local da prisão para exigir justiça. Carros também foram queimados, e uma loja de departamentos foi saqueada. A polícia disparou gás lacrimogêneo e spray de pimenta e formou uma barricada humana para impedir que os manifestantes pulassem uma cerca ao redor da delegacia onde os policiais acusados ​​de matar Floyd trabalhavam antes de serem demitidos.

Manifestantes atearam fogo em uma loja. Foto: Stephen Maturen/Getty Imagens/AFP

A revolta em resposta ao assassinato de Floyd, levou a previsíveis condenações da grande mídia. Deveríamos participar dessa condenação? Não. A vida de George Floyd importava. Vidas negras importam (Black lives matter). Não confunda a reação do oprimindo com a violência do opressor!

No Brasil, não é diferente. Aqui, um homem negro é assassinado a cada 23 minutos. Lá, como aqui, negros/as são vítimas da polícia.

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