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João Pedro foi baleado dentro de casa e desapareceu em helicóptero da polícia

Da Redação

Estamos vivendo uma pandemia que já matou mais de 16 mil brasileiros. Isso piora porque temos um governador e um presidente genocidas, que não poupam esforços na implementação das suas políticas de mortes. O governador Wilson Witzel (PSC) executa seu projeto político de tiros na favela, coloca a vida dos pobres e negros como descartável.

João Pedro, de 14 anos, foi baleado dentro de casa, teve seu corpo levado pelo helicóptero da polícia, sua família ficou sem notícias, não tinham dado entrada em nenhum hospital. João estava desaparecido, até a família receber a notícia de que seu corpo estava no Instituto Médico Legal (IML).

“A polícia chegou lá de uma maneira cruel, atirando, jogando granada”, lamenta pai de João Pedro, que foi morto no Salgueiro, em São Gonçalo, na tarde desta segunda-feira (18), que esteve na manhã desta terça-feira (19) no IML para fazer o reconhecimento do corpo do filho.

“Quero dizer, senhor governador, que sua polícia não matou só um jovem de 14 anos com um sonho e projetos, a sua polícia matou uma família completa, matou um pai, matou uma mãe e o João Pedro. Foi isso que a sua polícia fez com a minha vida”, fala emocionada do Neilton Pinto, pai de João Pedro.

O Estado brasileiro apagou os sonhos de mais um jovem negro, não é um caso particular, é um dos muitos. Atiraram em um garoto de 14 anos, desarmado dentro de casa, na frente dos familiares e levaram ele de helicóptero de São Gonçalo até o largarem, já sem vida, no bairro da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro que fica à 40 quilômetros de distância do local do assassinato. 

Pra completar, levaram o corpo para o IML, não o do Rio onde tem estrutura, mas para o de Tribobó em São Gonçalo que não tem condições estruturais de fazer uma perícia de qualidade.

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