Editorial

Bolsonaro precisa ser parado

Da Redação

Mais uma vez Bolsonaro discursa em apoio à ações antidemocráticas para dezenas de apoiadores neste domingo em Brasília. Causa aglomeração em pleno aumento de contaminação e mortes pelo coronavírus. Dezenas de notas de repúdio se acumularam nos últimos dias. Declarações contrárias de parcela das instituições aumentam. Entre parte da população há um misto de desesepro e estupefacção. Na medida em que perde apoio, Bolsonaro dobra a aposta. Espera fissurar o centrão para trazer como apoio junto aos militares, em um projeto que adquire contornos autoritários a cada dia que passa.

Não foi a primeira nem deve ser a última vez na escalada de Bolsonaro numa luta política encarniçada contra os seus adversários, alguns bem reais e outros imaginários. Seus partidários aumentam agressividade nas ruas e nas redes. É óbvio que isso tudo tem cálculos políticos eleitoreiros. Mas não só. A base de apoio à política de morte bolsonarista é consistente. Alguns racionais outros nem tanto. O fato é que sem um governo central forte não há expectativa de sobrevivência para os milhões de miseráveis do país. Bolsonaro sabe disso. O problema é o que Bolsonaro pretende fazer ou não com isso. Seja o que for, não será no interesse da maioria.

Bolsonaro não vai parar. Mas Bolsonaro precisa ser parado. Mas não serão lives ou notas as responsáveis. Precisamos ir além da sincera indignação e das bravatas. Não há receita pronta. É persistir na luta política, seguir o “feijão com arroz” mas pensar no estratégico, conforme pregamos em outras oportunidades.

Canalizar a indignação popular numa forma mais ou menos organizada de luta social. Ampliar a unidade com segmentos sinceramente democráticos. Aumentar ações concretas junto à maioria de trabalhadores e trabalhadoras. Como se vê, é quase um “mais do mesmo”. A diferença é que disso depende a nossa sobrevivência. Ou será o “feijão com arroz” ou não será.

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