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Capitalismo doente

Por Caio Teixeira*

Com a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o COVID-19 (Coronavírus) como pandemia, vivemos tempos apocalípticos. Foi imposto uma psicose em nível internacional que gerou uma desestabilização social que está repercutindo na economia mundial.

É certo que esta nova enfermidade representa um grande risco para a saúde; esta situação é utilizada para gerar um clima de pânico na população mundial que tem provocado histeria e desorganização popular.

Compras desenfreadas, corrida por insumos básicos se observa por vários países, é uma realidade que já chegou ao Brasil. Fazendo uma correta utilização das medidas de prevenção devemos cuidar para não abandonar as ferramentas de organização e ajuda comunitária que devemos semear nos trabalhadores para suportar a recessão e se preparar para o cenário de crise econômica que esta pandemia acelerará e também usaram contra a população.

Não caiamos em psicose, mantenhamos a organização e disciplina trabalhadora e popular. Recordemos que no mundo há pandemias como a fome, feminicídio, obesidade, diabetes que geram mais mortes que o COVID-19. Isto não significa subestimar esta pandemia, ao contrário, seguir as recomendações da OMS de isolamento, de fazer testes e evitar aglomerações exige organização para cobrar dos governos tais medidas.

O Coronavírus está retomando algumas lições comunistas; Estado mínimo não funciona; a iniciativa privada não atende o interesse coletivo; o lucro capitalista está acima da vida; a solidariedade continua sendo a base do bem estar social; e o fascismo é genocida por essência.

A Espanha, França, Itália, EUA e outros países do centro capitalista adotam medidas estatizantes. A Espanha decretou nacionalização de hospitais privados, os EUA aprovou rapidamente uma legislação trabalhista mínima, na França, o ministro das Finanças, afirmou que o governo pode nacionalizar empresas, na Itália, como parte das medidas para enfrentar a pandemia, está inclusa a nacionalização da companhia aérea Alitalia.

Enquanto isso, China e Vietnã – estados centralizados e com preocupações socialistas, conseguem lidar bem com a pandemia. Lembra do vai para Cuba? Pois é… Cuba produziu o remédio mais eficiente, está mandando médicos para diversos países e aceitou receber um cruzeiro de infectados ingleses que não tinham onde aportar.

No Brasil do criminoso e doente Bolsonaro, o governo quer adotar medidas contrárias ao que países do centro capitalista estão tomando, medidas de mais austeridade como a reforma administrativa – enquanto o presidente convoca e participa de atos nas ruas.

Onde foi que o capitalismo deu certo mesmo?

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