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O bloco histórico da Promoção da Crueldade Social

Por Maykon Santos*

Em 2004 Lula juntou vários programas sociais e criou o Bolsa Família.

Uma renda mínima mensal para famílias em extrema pobreza (hoje R$ 89,00 per capita/mês) que é de, em média, R$ 188,00 por mês.

Ao mesmo tempo, muito barato para o governo (em 2018 apenas 0,5% do PIB), com grandes resultados na queda da pobreza e na economia (cada R$ 1,00 do programa movimenta R$ 1,78 no PIB).

O programa foi um sucesso. Virou um consenso entre esquerda e direita.

Sonhamos que ninguém ousaria em desestruturar o programa. Mas foi só um sonho.

Pela primeira vez desde sua criação, de um ano para o outro houve queda nominal do orçamento destinado ao Programa. Em 2019 foram R$ 30 bilhões. Em 2020 serão R$ 29,5 bilhões. Em 2019 o Bolsa Família não sofreu reajuste.

A fila de espera para entrar no programa que chegou a ser zerada no final do governo Temer pode chegar a 1,7 milhões no primeiro ano do governo Bolsonaro.

Uma a cada 3 das cidades mais pobres (no total de 200) do país não tiveram novos auxílios entre junho e outubro de 2019.

Tudo em nome do ajuste fiscal de Paulo Guedes. Figura que tem ódio de trabalhador (privilegiado que aposentava cedo demais, tinha muitos direitos e se for funcionário público é parasita) e de pobre.

O desmonte do Bolsa Família e da Previdência Social terá resultados catastróficos em pequenas cidades pobres do país, pois são duas das principais rendas destas cidades.

E também terá como resultado o aumento da pobreza – que já vem crescendo novamente no Brasil desde 2015.

Guedes, na expressão do jornalista Fernando de Barros, na verdade é o Ministro da Promoção da Crueldade Social.

*Maykon Santos é professor das redes públicas municipais de Cubatão e Santos, historiador, militante do Círculo Palmarino, do PSOL e em defesa da educação pública de qualidade.

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