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Greve dos petroleiros – a luta continua

Da Redação

Os petroleiros de sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado à zero hora de sábado (1/2). O balanço parcial feito pela federação até o momento contabiliza a adesão de milhares de petroleiros de 20 bases operacionais, em 11 estados do país até o início da manhã de segunda (03/02).

A greve é contra as demissões dos trabalhadores e o desmonte da estatal que atinge 11 estados. As últimas informações da FUP é de que a greve deve receber a adesão de petroleiros embarcados nas plataformas. Segundo a entidade, os petroleiros querem a suspensão do fechamento e das cerca de mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), que fica em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, e a instauração imediata de um processo de negociação com a empresa, pelo cumprimento do acordo coletivo de trabalho, além da revogação das medidas unilaterais tomadas pela gestão da empresa, que afetam a vida de milhares de trabalhadores e suas famílias.

Na segunda-feira (3), a direção da Petrobras não permitiu a entrega de alimentos para os trabalhadores que compõem a Comissão Permanente de Negociação, que desde sexta-feira (31) ocupam uma sala na sede da estatal, no Rio de Janeiro. O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), informou que 30 petroleiros estão mantidos pela empresa em condições de cárcere privado na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, desde a última sexta-feira, impedidos de deixar o turno.

As ações autoritárias da direção da estatal seguem as posturas do governo Bolsonaro. Este governo ataca o povo brasileiro, quer desmontar a Petrobras e pagar caríssimo na gasolina, no gás de cozinha e no diesel. Como os petroleiros estão defendendo a Petrobras e o povo brasileiro, estão sendo perseguidos.

Os movimentos sociais, sindical e os partidos de esquerda como MST, PSOL e outros estão apoiando a greve dos petroleiros.

É importante alertar a população que a paralisação não tem como objetivo causar o desabastecimento de combustíveis. Essa consequência é do modelo de desmonte feito pelo atual governo e a direção da empresa, exportando petróleo cru e importando combustíveis refinados, situação completamente absurda. No projeto de “desinvestimento” da atual diretoria da estatal, está prevista a privatização de oito refinarias.

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