Editorial

Educação em marcha!

Da Redação

Mais uma vez o 15 de outubro se apresenta como uma data comemorativa daqueles e daquelas que fazem do seu trabalho a luta por um Brasil menos desigual.

São tempos difíceis, mas não se pode pensar em desânimo, pois a missão que a conjuntura impõe aos lutadores sociais não deixa muita alternativa.

A geração atual de professores, estudantes e trabalhadores da escola e da universidade tem a obrigação moral de não deixar retroceder as conquistas históricas dos últimos 30 anos. Conquistas lentas, mas, sem dúvida alguma, conquistas. E não podemos nos enganar, muita gente lutou para que chegássemos no patamar que estamos. E isso tem que ser sempre lembrado.

Não foi fácil aprovar as vinculações constitucionais relacionadas à educação, aprovar a LDB, aumentar a porcentagem do PIB investido em educação, ampliar o número de Universidades e Institutos Federais, garantir concursos públicos para as mais diversas redes.

Muita greve, gás de pimenta, ocupação de repartição pública, inclusive o próprio MEC, foram necessários para garantir tais conquistas. Infelizmente insuficientes para barrar a privatização, a terceirização, a precarização do trabalho docente.

O fato é que recentes pesquisas demonstram que apenas 3% dos estudantes universitários são bolsonaristas. E isso deve ser motivo de orgulho de movimento social como um todo, sobretudo daqueles que fizeram da educação pública, gratuita e de qualidade um eixo de luta, uma razão de vida.

Os desafios são enormes, mas não podemos deixar de considerar que a energia do 15M, que comungou a luta contra a previdência com a defesa das universidades e deve ser a referência organizativa da resistência.

Naquela importante manifestação patriótica, pois – é importante destacar, não há nada mais patriótico do que defender as condições materiais de sobrevivência e o direito ao conhecimento de um povo, saímos da “bolha”. Acertou-se ao demonstrar para a população que o corte nos recursos públicos impacta diretamente na sobrevivência da escola/universidade.

O sucesso da manifestação também esta relacionado à solidariedade entre a educação básica e superior. Uma manifestação convocada inicialmente pela educação básica logo se transformou num ato da educação.

Por tudo isso se deve festejar o dia de hoje como mais um dia de resistência. Sem esquecer a lição de Paulo Freire de que “o objetivo fundamental é lutar com o povo pela recuperação da humanidade roubada e não conquistar o povo”.

Feliz dia para aqueles e aquelas que continuam marchando em defesa da educação e do Brasil.

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