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O senhor da guerra não gosta de crianças

Da Redação

“No Brasil, todo mundo tem sangue de negro e de índio. Os pobres, nas veias. Os ricos, nas mãos.”

Há meses a retórica eleitoral do Governador Wilson José Witzel vem se concretizando em números: até o momento a polícia do Estado do Rio de Janeiro matou, em média, 5 pessoas por dia em 2019. Não há precedentes na história do Brasil para semelhante morticínio.

A matança tem CEP e cor: em sua imensa maioria jovens, homens, negros e moradores de favelas. Convém alertar, todavia, que não foram divulgados, pelo menos por enquanto, maiores detalhes sobre as pessoas mortas. Nem direito a se tornar estatísticas tiveram ainda, já que são números não trabalhados. Não é demais lembrar também, contudo, que a mesma polícia que mata é a que mais morre e adoece sob os aplausos de parte da sociedade, inebriada por anos de propaganda ideológica dos grandes meios de comunicação.

Na última sexta (20), a sanha da violência do Estado contra os pobres tirou a vida de uma criança de apenas 8 anos no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro: Agatha Félix foi atingida por tiro disparado no contexto de uma ação policial e veio falecer na madrugada deste sábado (21). A polícia militar em nota padrão diz que vai investigar. O governador não se manifestou.

Nesse sentido, é fundamental a denúncia ampla e irrestrita dos crimes perpetrados pela política de segurança pública de Wilson Witzel com a cumplicidade do Governo Federal, do Judiciário e do Ministério Público. Todos esses atores, de uma forma ou de outra, têm suas mãos sujas de sangue.

É tarefa central dos comunistas organizar a resistência contra o assassinato de jovens e crianças, começando pela denúncia generalizada e pelas ações institucionais. Não há espaço para a apatia, pois somente a ação concreta fará renascer a esperança por dias melhores.

Nossa total solidariedade à família da menina Agatha e às famílias dos jovens assassinados pelos facínoras que ocasionalmente ocupam o poder. Haverá o dia do acerto de contas.

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