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Chegou a hora da Mulherada derrotar Bolsonaro!

Por Juliana Drumond*

Dada atual conjuntura, marcada por ataques a esquerda, o encontro de Mulheres do PSOL do Rio de Janeiro se coloca como exemplo da ousadia daquelas que reivindicam para si o papel de protagonistas na vanguarda da luta contra os desmandos dos atuais governos de direita no Brasil.

Não há saída senão a unidade da esquerda nessa conjuntura. A ocupação dos diversos territórios com suas vivências do ser mulher, a ocupação da baixada e a interiorização das mobilizações são tarefas impostas pela resistência. A luta contra a LBTfobia e a defesa das mulheres negras, indígenas, cis, trans, no campo, na cidade, na periferia é a principal tarefa das mulheres feministas militantes.

As políticas defendidas pelo governo Bolsonaro colocam em risco a qualidade de vida e a própria vida das mulheres no país. Relaciona-se a isso o desmonte da previdência e os cortes na Educação que atingem diretamente as mulheres. Quem serão as mais prejudicadas se a reforma for aprovada? A agenda de Bolsonaro é, sem dúvida, antifeminista.

Witzel é igualmente nosso inimigo. Na mira do fuzil do governador estão corpos negros que tombam. A imagem se repete. Depois de uma “bala perdida” sempre tem uma mãe negra chorando.

E não é só isso. Como Bolsonaro, Witzel reproduz essa aberração que é militarização das escolas. Querem calar a educação, que já provou que não vai baixar a cabeça para seus desmandos.

Em setembro, mulheres de todo Brasil, que escolheram o Psol como partido, estarão reunidas para debater os rumos da resistência da classe trabalhadora no Brasil. Não tenho dúvida de que Bolsonaro só será derrotado com a participação ativa das mulheres por todo Brasil! Por isso a resposta a ser dada nesse potente encontro deve ser de unidade de ação para derrotar o fascismo, com uma poderosa plataforma popular que, sobretudo, coloque na pauta a retomada dos empregos e do investimento público em saúde e educação.

Exigimos que os mandantes e assassinos de Marielle paguem. Nos inspiremos na sua história para continuar resistindo.

*Juliana Drumond é professora da escola pública e do Movimento Resiste Meriti.

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