BrasilNotícias

O fim do recesso e recomeço dos ataques

Da redação

No segundo semestre a pauta principal continua sendo a Reforma da Previdência. O fim do recesso parlamentar marca o retorno da votação em segundo turno na Câmara.

Na primeira votação o bloco político sob a liderança do Presidente da Câmara Rodrigo Maia saiu-se vitorioso e aprovou o texto base da reforma com uma diferença de 71 votos a mais que o mínimo necessário.

Tal folga é atribuída a dois fatores fundamentais: o primeiro foi a enxurrada de liberação de emendas. Um verdadeira compra de votos indireta. Situação que o Governo nem se preocupou em negar. Em entrevista à Rádio Jovem Pan (22/07/2019), um dos expoentes do bolsonarismo, o pastor Marcos Feliciano, defendeu categoricamente o toma lá da cá. “A pauta da previdência é uma pauta bomba, pois se você tira direito do seu eleitor você precisa tem uma contrapartida para não perder esse eleitor na próxima eleição, afirmou o pastor, defendendo a liberação de emendas para a votação da reforma.

A tal “folga” também pode ser atribuída aos votos de parlamentares de partidos que haviam fechado questão, sobretudo do PDT e PSB. O caso que ganhou mais repercussão foi da pedetista Tabata Amaral que foi as redes defender sua posição a favor da reforma por “convicção”.

O fato é que conseguir fazer uma mudança no quadro de votação e impedir a aprovação em segundo turno da reforma era improvável, o que acabou ficando demonstrado com a aprovação do texto base nessa terça-feira (06/08), com 370 votos.

É hora de se preparar para a batalha no Senado, tendo claro que não serão os senadores a partir de sua livre consciência que vão modificar o texto da Câmara, mas a pressão da população em seus redutos eleitorais. Pensando nisso os movimentos sociais, centrais sindicais e entidades da educação preparam outro grande ato no dia 13 de agosto. É mais uma tentativa de demonstração de força.

O ato de 15 de maio foi um sucesso, com grande repercussão na mídia e com impacto na popularidade do governo. Se é verdade que a mobilização não foi suficiente para demover a base do governo da votação da reforma como um todo, houve imediata resposta do governo flexibilizando regras para professores.

De toda forma, mesmo com o impacto negativo da “VAZA JATO”, o ímpeto para a aprovação da reforma por parte dos parlamentares, sustentada pelo amplo apoio do empresariado, do setor financeiro e da mídia corporativa é evidente. Assim sendo, a mobilização de rua, a pressão nas redes e uma firme atuação parlamentar são as formas de lutas capazes de criar dificuldades para o bloco governista aprovar essa reforma que é na verdade o fim da aposentadoria para amplas parcelas da classe trabalhadora.

Etiquetas
Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também

Fechar
Fechar