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Sindicatos e movimentos sociais se posicionam contra a reforma da previdência no Rio de Janeiro

Da Redação

Ontem ocorreu no Sinpro – Rio, sindicato que representa os professores de escolas privadas da capital, uma importante reunião para organizar a resistência contra a reforma da previdência de Bolsonaro. A iniciativa da convocação da reunião foi do mandato do Deputado Federal Marcelo freixo do PSOL.

A reunião contou com a participação da professora Denise Gentil Lobato e da professora Leda Lavina, que apresentaram dados que desmentem Paulo Guedes sobre o déficit da previdência social e, sobretudo, a propaganda do governo de que a reforma da previdência seria o remédio para todos os males do Brasil.

A professora Denise Gentil enfatizou que o que está por trás das reformas da previdência e trabalhista é a “submissão do Brasil à hegemonia americana” e a entrega da força de trabalho brasileira de forma barata”. “A Reforma da Previdência e trabalhista são parte do ataque do sistema financeiro sobre os trabalhadores”, reforçou a professora.

A professora Leda Lavina destacou o contrassenso repetido pelos defensores da reforma sobre o aumento da expectativa de vida: “Viver mais tempo não é um problema, é uma conquista da humanidade”. Na sua intervenção apresentou o ataque aos aposentados como um fenômeno mundial e que as crianças e adolescentes serão duramente afetadas pela reforma, caso o texto seja aprovado. A passagem para o sistema de capitalização é o eixo central da reforma, segundo a professora da UFRJ.

Marcelo Freixo, em sua fala, apontou a centralidade da luta contra a reforma da previdência, afirmando que “o que está em jogo não é somente a situação do professor, a situação do comerciário, a situação do bancário; é um projeto de sociedade”.

Diversas representações de sindicatos estiveram presentes como o próprio Sinpro-Rio, SEPE, Sindicato da Casa da Moeda e Comerciários. Janaína Maia, da direção do sindicato dos comerciários, lembrou que “é preciso explicar a reforma para os trabalhadores, pois há ainda muita dúvida”. A chantagem de Guedes de que se não aprovar essa reforma da previdência as próximas gerações não terão aposentadoria precisa ser combatida, falou a comerciária.

As centrais também marcaram presença. Representantes da CTB, Conlutas, INTERSINDICAL e CUT fizeram falas no sentido de que a unidade precisa ser construída não só nas reuniões, mas em ações. Luan Ribeiro, representante da INTERSINDICAL, ressaltou o calendário da CNTE, que já indicou o 15 de maio como o dia da Greve Geral. Duda Quiroga da CUT apontou como primeiro desafio o dia 17 de abril, possível data da votação na Comissão de Constituição e Justiça.

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