Ditadura

#DossiêDitadura: Para que nunca mais aconteça

O “Voz da Resistência” preparou para os próximos dias o “Dossiê de Abril”, em alusão aos crimes cometidos pela ditadura militar de 64.

Para quem não sabe ou pouco ouviu falar, o golpe ocorreu no dia 31 de março a partir de uma ampla articulação entre grandes empresários, sejam eles da indústria, do setor financeiro, do latifúndio etc., apoiados pelos Estados Unidos e liderados pelos militares, cujo protagonismo no cenário nacional já se fazia sentir há décadas.

Mas a ditadura encontrou forte resistência. Nas suas próprias fileiras os militares tiveram que banir, caçar e rebaixar patentes, passar à reserva, dispensar, prender e torturar, mesmo matar, milhares. Entre os estudantes, o rechaço foi generalizado. O movimento de trabalhadores do campo e da cidade respondeu com greves e ocupações.

As manifestações eram cada vez mais massivas, até que, com o AI-5 em 1968, a “tigrada” prendeu, caçou e suprimiu direitos de forma nunca antes vista. Mais uma vez, encontraram resistência.

Em resumo, o povo brasileiro não aceitou de bom grado a ditadura militar, tanto que ela ruiu em 1985, deixando um legado de desemprego, carestia, miséria, crises na educação, na saúde, na moradia etc. O que vivemos hoje é, em grande parte, resultado de políticas catastróficas desse período. O saldo macabro ditatorial envolve 434 pessoas assassinadas e mais de 200 desaparecidas, milhares de pessoas perseguidas, presas e torturadas, segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade de 2014. Além disso, milhares de camponeses e indígenas mortos cujos dados ainda são escassos, pois os militares sempre se negaram a fornecer dados e documentos da época.

Não há como reivindicar esse espólio maldito. Nós, do Voz da Resistência, com uma série de textos e entrevistas, queremos contribuir com esse debate.

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